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Este é o resumo do post.

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Não queremos falar sobre “ideologia de gênero” e sim sobre educação

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Foto: Elaine Campos

“O mundo que os/as conservadores/as querem destruir, o mundo gay, o mundo feminista, o mundo transexual é muito poderoso e eles/elas não tem nenhuma chance. Este mundo está se tornando mais bem aceito, e esse esforço que os/as conservadores/as fazem para destruí-lo não terá êxito. As pessoas querem viver em liberdade e com alegria. É nisso que acredito”. Judith Butler, filósofa norte americana.

 

Por Mabel Dias

Não compreendo o medo que certos segmentos conservadores da sociedade têm em discutir sobre gênero. Basta falar esta palavra, que elas/eles ficam raivosos/as e perdem a noção das coisas.  E a partir daí, começam a criar termos que não correspondem a real discussão sobre o tema, causando confusão e mentiras.

Ultimamente, temos ouvido e lido em reportagens o termo “ideologia de gênero”, usado pelas/conservadores/as, muitos/as deles/las, políticos, para barrar a discussão sobre educação para a diversidade e igualdade de gênero nas escolas brasileiras. Tudo começou a partir da elaboração dos planos nacional, municipais e estaduais de educação em 2015, projeto que tem o objetivo de nortear o planejamento da educação para o município e estado nos próximos 10 anos. Ao colocar a discussão sobre identidade de gênero nos planos de educação, os/as educadores/as pretendem apenas incluir as especificidades das/os alunos/as LGBTI (Lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, transgêneros, travestis e intersexo) no ambiente escolar, visto que eles/elas são constantemente alvo de discriminação e violência e por isso, não conseguem concluir os estudos. Discutir igualdade de gênero diz respeito ao debate sobre as desigualdades colocadas pela sociedade para homens e mulheres, que também geram discriminação, como afirmar que o homem é o ser pensante e a mulher deve obedecê-lo em qualquer circunstância. Isso gera violência contra as mulheres, fenômeno que tem aumentado no Brasil, e segundo o Anuário da Violência de 2016, uma mulher é assassinada a cada duas horas no Brasil.

Na câmara municipal de João Pessoa, em 2015, foi defendida por uma ex-vereadora, uma emenda à Lei Orgânica da capital para que fosse proibido abordar questões relativas à “ideologia” e a identidade de gênero nas escolas municipais. Segundo a parlamentar, “aplicar a ideologia de gênero é negar o sexo de nascimento e os nossos hormônios. É fazer de nossas crianças ratos de laboratório”. A ex-vereadora demonstra em sua fala um total desconhecimento do que vem a ser igualdade e identidade de gênero. Assim como ela, os/as conservadores/as utilizam argumentos frágeis para propagar inverdades, além de criar termos que distorcem o debate e não promovem a cidadania das mulheres e das pessoas LGBTS. A emenda parece que não vingou, pois os alunos e alunas da rede municipal de ensino discutem, através de reuniões realizadas pela Coordenadoria LGBT e da Igualdade Racial tais assuntos, conduzidas pelo psicólogo Roberto Maia.

Em entrevista a um site nacional, a professora do Departamento de Ciências Humanas e Educação (DCHE), da Universidade Federal de São Carlos, interior de São Paulo, idealizadora de uma pesquisa que mostrou o preconceito sofrido pelos/as LGBTQs no ambiente escolar, Viviane Melo de Mendonça, afirma que o entendimento desse cenário e a busca por estratégias capazes de revertê-lo não são questões só do movimento LGBT, mas sim uma questão da educação que deve ser defendida e compreendida por todos os educadores.

Afirma a professora: “A educação para a diversidade não é uma doutrinação capaz de converter as pessoas à homossexualidade, como se isso fosse possível. O objetivo é criarmos condições dentro das escolas para que professores e alunos possam aprender e ensinar o convívio com as diferenças que naturalmente existem entre todos”.

A mídia, que devia ocupar o seu espaço de maneira informativa, realiza reportagens e debates com o único objetivo de alcançar audiência a todo custo, divulgando discursos de ódio e intolerância. E ainda, informações distorcidas, o que representa um desrespeito ao acesso à informação com qualidade e ética. Na segunda-feira, 13, o site Paraíba Debate, publicou release de um vereador da cidade de Campina Grande, que se coloca contrário a resolução nº 12/2015, do Conselho Nacional de combate à discriminação e promoção dos direitos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, destinada as instituições de ensino que reconhece a identidade de gênero. Segundo o release da assessoria do vereador,  “na prática, o documento abre uma brecha para que, por exemplo, meninos passem a ter livre acesso ao banheiro feminino, bastando para isso que declarem ser aquele o banheiro mais adequado ao gênero que escolheram” (site Paraíba Debate, 13 de novembro em 2017). Na verdade, a resolução apenas garante o direito dos homens e das mulheres transexuais utilizarem o banheiro ou vestuário de acordo com o gênero que se identificam. A resolução busca acabar com o constrangimento que as pessoas trans passam ao utilizar um banheiro de um gênero com o qual não se identificam. Porém, o release, reproduzido pelo site, não é condizente com a proposta que a resolução traz. Além da resolução, outros documentos e leis garantem o direito dos/as LGBTQs, como a Lei estadual nº7.309/2003 e o decreto nº 27.604/2006, que estabelece multas para os estabelecimentos que discriminarem por orientação sexual. A lei é de autoria do deputado estadual Anisio Maia, e foi sancionada pelo governador Ricardo Coutinho.

Ao negar o debate e promover o medo e o ódio sobre a luta pela igualdade entre homens e mulheres e a identidade das pessoas trans, as/conservadores/as calam a democracia e difundem a violência, pois o Brasil, infelizmente, é o país que mais mata travestis e transexuais no mundo. Em 2016, foram 127 mortes, um a cada 3 dias. A expectativa de vida deles/as é de apenas 35 anos. Os dados são do Grupo Gay da Bahia. Na Paraíba, entre essas mortes, estão a da jovem menina trans, Anna Sophia, de apenas 16 anos de idade, no bairro do Funcionários II, e da travesti, Bárbara Mendes, de 22 anos, no Centro, ambos na cidade de João Pessoa. Os assassinos estão presos. Em relação à violência contra a mulher, se fizermos um recorte racial, observarmos que as mulheres negras morrem mais do que as brancas. O Mapa da Violência 2015 mostra que o numero de homicídios de brancas caiu, e o de negras aumentou: 23% a mais. O índice foi crescendo lentamente e em 2013 chegou a 67%. Para Bruna Jaquetta Pereira, pesquisadora visitante da Universidade de Berkeley, na Califórnia, a violência no Brasil não é um fenômeno que atinge a todas da mesma forma, construindo-se como um fenômeno social articulado em torno de gênero e raça.

A filosofa norte-americana, Judith Butler, que teve neste mês de novembro sua vinda ao Brasil boicotada por estes grupos, afirma que quando as pessoas temem o seu futuro econômico, elas geralmente se voltam para políticas conservadoras.

“É crucial que resistamos às forças da censura que prejudicam a possibilidade de viver em uma democracia igualmente comprometida com a liberdade e a igualdade. O crescimento de distorções provocadas por movimentos conservadores e do chamado “populismo de direita” ao redor do mundo, em especial, na era Trump, leva ao desprezo pela democracia constitucional e pelo direito internacional.”, disse Butler.

E apesar das tentativas dos/as conservadores/as em propagar desinformação e boicotes para barrar as discussões a respeito da identidade e igualdade de gênero no Brasil e na Paraíba, a resistência dos movimentos LGBT e feminista segue adiante, aliada a governos que buscam promover a cidadania de todos e todas nos mais diversos âmbitos sociais, principalmente na escola. Exemplo disso são as ações promovidas pelo Centro de Atenção à Criança e ao Adolescente (CENDAC), em parceria com a Secretaria de Estado da Educação, que realizam desde julho, debates em escolas estaduais sobre igualdade de gênero, cidadania, diversidade e combate à violência à mulher. As ações fazem parte do projeto “A educação no enfrentamento a violência de gênero nas escolas estaduais da Paraíba”. Outras ações nesse sentido também são desenvolvidas pela Secretaria da Mulher e da Diversidade Humana, do Governo Estadual, através de suas gerências executivas.

 

Fascistas não passarão!

 

 

 

 

 

 

 

 

Auto dos Orixás celebra nesta segunda Dia da Consciência Negra

 

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Auto dos Orixás. Foto: Thercles Silva

Nesta segunda-feira (20), dia em que se celebra a Consciência Negra, o  ponto de Cem Réis será palco do espetáculo “Auto dos Orixás – Celebrando o sagrado das nossas Crianças”. O evento é realizado pelo Ateliê Multicultural Elioenai Gomes, com entrada franca, partir de 18h30. Reunindo poesia, teatro, dança, música e artes visuais, o espetáculo vai além da religiosidade afro brasileira. Trata-se de um ato público em forma de espetáculo que chega à sua sétima edição.

A abertura do espetáculo será feita pelo grupo Imburana, da UFPB. Em seguida, se apresentam os grupos Maracatu Bate Mulher, Pé de Elefante e Raízes. A cantora Polyana Resende entra em cena como uma das convidadas. Representando Oxalá, ela vai cantar ao lado do filho.

O espetáculo tem uma hora de duração e conta com coreografia de Luciana Peixoto. O figurino foi confeccionado por Lili Meireles e Sol Naya Nunes. A edição deste ano também traz participação do grupo Dinâmico Cultural, formado por pessoas de melhor idade. Há, ainda, a inclusão de seis pessoas com deficiência que estarão vivenciando, pela primeira vez, a cultura afro-brasileira sob coordenação de Albaniza Santos.

Escrito, dirigido e produzido pelo artista visual paraibano Elioenai Gomes, que também assina o cenário e arte gráfica, o ‘Auto dos Orixás’ deste ano conta com uma média de 150 pessoas envolvidas, sendo 15 crianças. A ideia é dar visibilidade à ‘Mãe Pequena’, que é um cargo dentro do candomblé. De acordo com o tema, o espetáculo deste ano engaja a família e vem sendo montado de forma colaborativa e espontânea. Além dos artistas de João Pessoa, há participantes vindos de  Bayeux, Santa Rita e até de Natal (RN).

O Auto dos Orixás tem como objetivo celebrar a cultura brasileira a partir da identidade afro, dando visibilidade e estimulando o fortalecimento de uma rede de grupos/entidades e artistas da cultura popular paraibana. “O espetáculo não fala só de religiosidade. É um ato sobre a cultura brasileira já que a influência afro está no dia a dia – na palavra, na música, na comida… O Auto dos Orixás não é sobre preconceito nem vitimização do povo negro. Mostramos que somos negros empoderados. O tema deste ano celebra o sagrado das nossas crianças, lembrando que somos os seus guardiões, devemos protegê-las”, explica Elioenai Gomes.

Todos os grupos envolvidos no evento, liderados pelo Ateliê Multicultural, caracterizam seu trabalho por atuar não apenas em função da arte e cultura, mas também de direcioná-lo como ação de cunho político e sociológico.

Da Assessoria

 

Tiradentes sedia evento que visa estimular políticas públicas para a construção de um novo Brasil

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Cidade de Tiradentes, em Minas Gerais.

Por Mabel Dias

Reunir inteligências dispostas a pensar um Brasil digno de ser sonhado, dar visibilidade a ideias e projetos pioneiros em andamento que apontam para o futuro e criar um canal de comunicação entre uns e outros, além de gerar ideias e propostas  que inspirem a sociedade civil na proposição de políticas públicas.

Estes são os principais objetivos do II Fórum do Amanhã, que tem início nesta quinta-feira, 09, na cidade de Tiradentes em Minas Gerais. A escolha da cidade, segundo os organizadores, deve-se a seu valor histórico e simbólico, e por ter sido o berço da Inconfidência Mineira. O evento pretende envolver jovens e crianças, estudantes das escolas públicas do município a refletir sobre seu próprio futuro, e de sua família, da comunidade e do meio ambiente.

O projeto é uma idealização do sociólogo italiano, Domenico de Masi, e do economista brasileiro, Eduardo Gianetti. Segundo De Masi, o Brasil encontra-se em uma profunda crise e não há ainda um modelo para substitui-lo. “O Brasil está sozinho diante do próprio futuro. Pode se dissolver na desorientação ou pode gerar um mundo novo”.

Entre as questões que devem ser debatidas durante o Fórum estão “Qual é o sonho brasileiro? e Qual o Brasil que pulsa e vibra no coração do Brasil real?”

A programação completa do II Fórum do Amanhã pode ser conferida no site http://www.doinlive.com/forumdoamanha

Em tempos de falta de esperança e perspectivas no futuro brasileiro, iniciativas como estas renovam as forças e nos fazem acreditar que podemos construir um novo país.

 

Artista visual Fabiano Gonper abre programação do ‘Panapaná’

Da Assessoria

A Funesc, por meio da sua Gerência de Artes Visuais e da Galeria Archidy Picado, abre, nesta segunda-feira (6) a segunda edição do projeto “Panapaná – Novembro das Artes Visuais”. Na abertura do evento, o artista visual Fabiano Gonper inaugura a instalação “Horizonte Inconstante”, na Praça do Povo do Espaço Cultural. A atividade está agendada para as 19h.

A programação do Panapaná se estende até o dia 11, com as atividades concentradas no Espaço Cultural José Lins do Rego. O objetivo da ação é dialogar com os artistas locais e a comunidade, por meio de exposições, leitura de portfólio, palestra e intervenções artísticas.

A programação traz, ainda, duas exposições. No espaço expositivo Alice Vinagre (mezanino, acesso rampa 1), a artista Alessandra Soares expõe “da margem, de cá”, a partir do dia 8. Já a Galeria Archidy Picado recebe a exposição individual “Entre Falas”, de Adriana Aranha, a partir do dia 10.

Raphael Fonseca, curador do MAC-Niterói (RJ), vai proferir a palestra “Construções do Brasil no vaivém da rede de dormir”, no dia 10, a partir das 18h, no auditório da EMAN. No dia 11, ele fará a leitura de portfolio.

Esta programação dá continuidade ao projeto lançado no ano passado com o objetivo de estabelecer uma agenda de ações de modo que a Fundação Espaço Cultural da Paraíba consolide sua atuação nas artes visuais no contexto da arte contemporânea.

Horizonte Inconstante – As relações entre natureza e cidade, paisagem natural e paisagem cultural, as questões sociais e políticas como instâncias de uma visão ampliada de paisagem, de horizonte e de perspectiva nortearão a construção da obra/intervenção “Horizonte Inconstante”, que neste contexto surge como um desvio dentro do processo de trabalho do artista Fabiano Gonper.

“Mesmo com esse novo caminho de pesquisa, não pude deixar me orientar e contaminar por questões recorrentes no meu trabalho, como o poder, a arte, o sujeito, e assim todo esse arcabouço de questões e representações dos trabalhos anteriores poderão ser transmutados e aproximados da ideia de paisagem, de algum tipo de natureza”, revela o artista visual.

Nesse sentido, “Horizonte Inconstante” surge como uma área de resistência e pensamento crítico a partir da experiência homem/natureza, sujeito individual/ sujeito coletivo, arte/contexto/lugar.  Resultado de uma experiência que se dará durante o seu processo de construção, a obra não tem caminhos pré-definidos, só algumas diretrizes e será orgânica e cheias de desvios, o que torna “Horizonte Inconstante” algo ainda sem corpo, sem forma. Isso é ao mesmo tempo um desafio e um risco assumido, o de construir uma obra a partir de apropriações, aproximações, recuos e distanciamentos que surgirão nos seus dias de construção e desmoronamentos simultâneos de intenções, de poética, de conceitos.

Fabiano Gonper (João Pessoa PB 1970) – Vive e trabalha em João Pessoa PB e São Paulo SP.

Fabiano Gonper aborda em seus desenhos, esculturas, vídeos, fotografias e instalações, questões sobre o sujeito, o poder, a arte, a política, a sociedade e o sistema da arte. Frequentou os cursos de escultura da FUNESC (João Pessoa PB) em 1989 e 1990. Na segunda metade dos anos 90 participa de oficinas e workshops em João Pessoa e em 1999 foi artista-residente da Escola Superior de Artes Visuais de Genebra (Suíça). Entre 2003 e 2005 foi diretor da galeria de Arte Archidy Picado (Funesc). Foi também um dos idealizadores e coordenou o OZ – Espaço Experimental de Arte e Residência Artística em João Pessoa.

Participou de diversas exposições nacionais e internacionais, com destaque para: Para Além do Ponto e da Linha, Museu de Arte Contemporânea  MAC/USP (São Paulo 2013), IX Gwangju Biennale (Gwangju / Coréia do Sul 2012), Street Biennale (São Paulo 2010), Bienal de Cuenca (Cuenca / Equador 2004), Caos e Efeito (Itaú Cultural / São Paulo 2011), Nova Arte Nova  (Centro Cultural Banco do Brasil / Rio de Janeiro 2008), O Corpo na Arte Contemporânea Brasileira (Itaú Cultural São Paulo 2005),  Geração da Virada, Instituto Tomie Ohtake (São Paulo 2006), Panorama da Arte Brasileira (Museu de Arte Moderna de São Paulo 1999 e 2005) entre outras.

Realizou exposições individuais na Pinacoteca/UFPB (João Pessoa 1997), no NAC /Núcleo de Arte Contemporânea (João Pessoa 2000), na Galeria Archidy Picado (João Pessoa 2001), no Museu de Arte Contemporânea de Goiás (Goiânia 2002), Fundação Joaquim Nabuco PE (Recife 2003), Paço das Artes (São Paulo 2004), Purdue University (2005) e nas galerias A Gentil Carioca (Rio de Janeiro), Galeria Baró (São Paulo), Galeria White Project (Paris) e Galeria Blanca Soto (Madrid), entre outras. Tem obras em acervos públicos e coleções privadas no Brasil e no exterior.

 

Panapaná – Novembro das Artes Visuais – 2017

Programação geral Panapaná – Novembro das Artes Visuais 2017

Fundação Espaço Cultural da Paraíba

06.11 – “Horizonte Inconstante” (Inauguração Instalação)

Fabiano Gonper – Artista Visual

19h

Praça do Povo, rampas 1 e 2

 

08.11 – “da margem, de cá” (Abertura Exposição Individual)

Alessandra Soares – Artista Visual

19h

Espaço Expositivo Alice Vinagre, Mezanino 2, acesso rampa 1

 

10.11 – “Construções do Brasil no vaivém da rede de dormir” (Palestra)

Raphael Fonseca – Curador do MAC-Niterói/RJ

18h

Auditório da Escola de Música Antenor Navarro EMAN, acesso rampa 2

 

10.11 – “Entre falas” (Abertura Exposição Individual)

Adriana Aranha – Artista Visual

20h

Galeria de Arte Archidy Picado, Subsolo, acesso rampas 3 e 4

 

11.11 – Leitura de Portfolio

Raphael Fonseca – Curador do MAC – Niterói/RJ

9h às 12h e 14h às 17h

Auditório 5, Mezanino 2, acesso rampa 1

 

 

 

Integrante do FINDAC-SP aborda mecanismos de participação social em evento sobre democratização da comunicação

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Por Elara Leite
Nesta segunda e terça-feira (30 e 31), o MPF-PB sedia o Seminário pela Democratização da Comunicação, como parte de uma série de eventos e atividades sobre o assunto durante o mês de outubro.
Entre as atividades está o lançamento oficial do Fórum Interinstitucional pelo Direito à Comunicação (FINDAC), entidade composta por instituições como Ministério Público Federal, OAB-PB, UFPB, Coletivo Intervozes, Sindicato dos Jornalistas da Paraíba, Defensoria Pública da União, Fundação Margarida Maria Alves e Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação.
O evento começa na segunda-feira (30), às 18h, com uma palestra sobre mecanismos de participação social ao direito à comunicação, com a participação do integrante do FINDAC-SP, Bráulio Araújo. O palestrante é advogado, doutor em direito econômico pela USP e membro do Intervozes.
“Tratar da democratização da mídia ou lutar por uma mídia mais democrática nada mais é do que lutar também pela possibilidade de uma pluralidade de olhares, de necessidades, de pensamentos. Isso é muito importante e positivo para um país democrático e para a democracia”, ressaltou o coordenador do FINDAC e representante da Comissão de Direitos Humanos da OAB-PB no Fórum, Wigne Nadjare.
Para Wigne, a sociedade precisa ter a oportunidade de realizar a disputa de narrativas, sobretudo no atual momento político e de crise em que o país se encontra. E para ter essa disputa de narrativas, é preciso ter acesso aos meios de comunicação.
Veja a programação do evento:
30 de outubro, segunda-feira
Local: Auditório do MPF – João Pessoa
18h às 21h – Mesa: Mecanismos de participação social ao direito à comunicação
Bráulio Araújo – FINDAC-SP, Wigne Nadjare – OAB/PB, Mabel Dias – Intervozes
Lançamento FINDAC/PB
Lançamento documentário “Júlio Quer Saber”
31 de outubro, terça-feira
Local: Auditório do MPF
8h30 às 10h30 – Roda: Representação das Crianças e Adolescentes na Mídia
Ademir Vilaronga – Conselho Regional de Serviço Social, Cristina França – SEDH/PB, Vitor Cavalcante –  Pastoral do Menor
11 às 12h30 – Roda: Mulher e Mídia
Mestra Janaina Araújo – pesquisadora, Edmário Alves – Observatório da Mídia Paraibana e Professora Sandra Raquew – UFPB
14 às 17h – Mesa: Concentração dos meios de comunicação no Brasil e Direito à Comunicação
Janaine Aires – pesquisadora (UFRJ), Procurador José Godoy – MPF/PB, Prof. Carmélio Reynaldo – UFPB
– Lançamento do Relatório Direito à Comunicação: Presunção de inocência e mídia
Prof. Gustavo Batista, UFPB e Raquel Baster, Intervozes
17h às 18h: Roda: Exposição de vídeos íntimos nos meios de comunicação e suas implicações
Elara Leite – Sindicato dos Jornalistas PB, Diana Freitas – Defensoria Pública da União, Marcelo Soares – Fundação Margarida Maria Alves
– Lançamento do Livro “Sempre foi pela Família: Mídias e Políticas no Brasil”

Débora Gil Pantaleão faz lançamento de seus mais novos livros na Miragem

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A escritora Debora Gil Pantaleão

Por Mabel Dias

A escritora e poeta Débora Gil Pantaleão lança neste domingo, 29,  às 15h,  na Miragem (Casa Cosmopopéia), no Varadouro, os seus mais recentes livros, “Vão remédio para tanta mágoa (poesia)” e “Nem uma vez uma voz humana( conto)”

“Vão remédio para tanta mágoa é um novo rio, pelo qual escolhemos passar; como a velha lenda, não nos deixará imunes à dor, à memória, à dúvida, à solidão, e, ainda a nos sentir, despretensiosamente, nas mãos dessa jovem e intensa autora”, diz a também poeta, Cris Estevão, na orelha do livro.

A arte da capa do “Vão remédio..” e ilustrações é da Wanessa Dedoverde, artista paraibana. “Trata-se de duas sessões, uma chamada “Há algum tempo, quando me surgia o desejo”, onde o eu lírico vive seus conflitos pessoais dentro de uma relação amorosa; a outra chamada “Quem te compreende, te escraviza um pouco, em que o eu lírico se encontra pós término dessa relação amorosa.”, diz a autora dos livros.

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A professora Leyla Brito, da UFPB, na quarta capa do livro destaca “Se já não morremos de amor hoje em dia, a escrita de Débora é uma consumação poética do ato de “amorrer”, em que a morte erótica, no gozo febril, é a única saída”

A capa do livro de contos “Nem uma vez uma voz humana”, é de Ícaro Medeiros de França e traz nove contos com uma estruturação narrativa e uma linguagem em comum. Tratam-se de textos breves, narrados em primeira pessoa, que priorizam o universo mental de suas nove protagonistas. Dentre os temas abordados estão depressão pós parto, suicídio e violência de gênero.

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A orelha do “Nem uma vez uma voz humana” é escrito pela poeta Anna Apolinário: “Um mosaico de vozes em experiência-limite. Cada texto aqui é centrado em fluxo da consciência e monólogo interior, revelando a catarse das personagens, todas mulheres. Débora Gil Pantaleão tece uma poética do transtorno, esmiúça o desnorteio humano em discurso intimo, visceral, sobretudo, belo, incisivo”

Débora Gil Pantaleão já conta com sua própria editora, a Escaleras, e estes livros são os primeiros lançamentos da editora. “Vamos estrear não só estas duas auto publicações, mas também com a autora já consagrada, Maria Valéria Rezende que, em novembro, lançará seu livro de contos “Histórias nada sérias”

Durante o lançamento dos livros, será realizada uma conversa com as escritoras, Anna Apolinário, Cris Estevão, Débora Gil e Moama Marques.

Ainda na programação da Miragem (Casa Cosmopopéia) deste domingo, Thiago Trappo faz a discotecagem com as divas da black music, soul, funk soul, jazz, entre outros ritmos.

A entrada é gratuita. A Cosmopopeia fica na Ladeira da Borborema, 114, Varadouro.

 

AMNB promove semana de mobilização em prol da saúde da população negra

 

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Por Mabel Dias

A Articulação de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB) está promovendo desde segunda-feira (23), a Semana de Mobilização Pró Saúde da População Negra. Diversas lideranças estão discutindo violência racial, população de rua e saúde mental, juventude negra e espaços  institucionais, através de vídeos na plataforma do youtube.

A ação, conforme explica a Articulação de Mulheres Negras, tem como foco discutir o impacto do racismo na saúde mental de pessoas negras nos diferentes contextos, e faz parte das agendas de mobilização nacional em atenção ao 27 de outubro, Dia Nacional de Mobilização Pró-Saúde da População Negra.

A semana de mobilização online da AMNB conta com a participação de ativistas, pesquisadoras e profissionais da saúde, das diferentes regiões do país. São elas, Jenair Alves, do Coletivo Carolinas e mestra em estudos urbanos e rurais; Maura Cristina, psicóloga e coordenadora estadual do Movimento Sem Teto da Bahia; Cida Bento, psicóloga e coordenadora executiva do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades; Simone Cruz, também psicóloga e mestra em saúde coletiva e Maria Lucia da Silva, psicanalista e integrante do Instituto AMMA.

Nesta quarta-feira (25), o debate será com a psicóloga Cida Bento, a partir das 16h, horário de Brasília. Para assistir, é só acessar a página da AMNB no facebook https://www.facebook.com/AMNB-Articulac%C3%A3o-320675438088728/